A greve geral desta sexta-feira (28) em Campo Mourão iniciou com um grupo de manifestantes impedindo a circulação dos ônibus que fazem o transporte coletivo na cidade causando a suspensão do serviço na parte da manhã. Ainda pela madrugada, os manifestantes se concentraram no portão da garagem da empresa Viação Mourãoense, responsável pelo serviço, impedindo a saída dos veículos. Eles permanecem no local. Não há previsão para retomada do transporte.
O movimento grevista afetou também os serviços bancários na cidade, apenas as Cooperativas de Crédito funcionam normalmente. As demais agências fecharam as portas. Na rede estadual e municipal as aulas também estão sendo afetadas.
A Diocese de Campo Mourão está apoiando o protesto. Autorizou as secretarias paroquiais e da Cúria Diocesana a fecharem as portas nesta sexta. O comunicado com a autorização foi assinado pelo vigário-geral, padre Gaspar Gonçalves da Silva e dispensa também do trabalho os funcionários de igrejas, casas paroquiais e seminários a partir do meio dia.
O Fórum de Justiça do município é outro órgão que fecha as portas hoje em apoio ao movimento. Na tarde de ontem o diretor do fórum, juiz Edson Jacobucci Rueda Junior publicou uma portaria com a decisão. Os funcionários terão de trabalhar uma hora a mais, a partir de terça-feira, para compensar o dia paralisado.
A greve geral, organizada por centrais sindicais e movimentos sociais foi convocada contra a reforma da Previdência e as mudanças nas leis trabalhistas propostas pelo governo de Michel Temer. Mais informações sobre o movimento em Campo Mourão no decorrer do dia.