Crise econômica faz prefeitos reduzirem obras

A ordem é economizar mantendo somente o ‘arroz com feijão’. A afirmação é do prefeito de Iretama, Wilson Carlos de Assis (PP), ao se referir à situação financeira do município. A exemplo de outras cidades da Comcam, ele diz que em Iretama a arrecadação só vem caindo nos últimos meses, reduzindo a capacidade de investimento da prefeitura.

Para se ter ideia, somente no mês de agosto, a receita teve uma queda em Iretama de cerca de R$ 150 mil do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O dinheiro é utilizado principalmente para a folha de pagamento dos servidores, entre outras despesas. Uma quantia dessa que deixa de entrar no caixa já faz um estrago tremendo, afirmou.

Conforme o prefeito, a principal consequência da situação é a redução de obras no município. Ele diz que vem priorizando somente serviços essenciais e manutenção da prefeitura. A situação até o fim do ano só tende a piorar e se não segurarmos agora pode faltar para o pagamento do 13º salário dos servidores no fim do ano, por isso temos que administrar com cautela, ressaltou. O gestor comentou que para agravar a situação, a administração vem pagando também precatórios de gestões anteriores. Já pagamos até agosto cerca de R$ 500 mil em precatórios (R$ 68 mil por mês), afirmou.

Quem também vem enfrentando dificuldades com as finanças municipais é o prefeito de Nova Cantu, José Carlos Gomes (PDT). Em comparação ao mesmo período do ano passado, o município vem sofrendo mensalmente uma queda na arrecadação de cerca de R$ 600 mil. Ele disse que para conseguir administrar, vem priorizando algumas áreas. Todos os pequenos municípios estão sofrendo muito por conta da queda da arrecadação. Isso inviabiliza os prefeitos de fazerem algo diferente que não seja a manutenção das despesas, lamentou.

Gomes explicou que a última gestão arrecadava uma média mensal de R$ 1,6 milhão, mas o valor caiu agora para R$ 1,070 milhão. É uma queda muito grande para nós. Temos em torno de 300 funcionários, que gera uma despesa de cerca de R$ 600 mil só na folha de pagamento. Ou seja, metade da arrecadação fica para folha, frisou. Segundo o prefeito, as dificuldades financeiras prejudicam o planejamento do município com a realização de obras. Ficamos com as mãos amarradas e sem condições de planejamento, afirmou.