Estiagem prolongada atrasa plantio da soja na Comcam

A safra de soja 2017/2018 já está começando. O vazio sanitário encerrou no último dia 10 e, desde então, os produtores já estão autorizados a fazer o plantio. Porém, ainda não conseguiram iniciar a semeadura por causa do tempo desfavorável. Sem previsão do retorno das chuvas e com o clima extremamente seco, o início do plantio foi adiado praticamente em toda a região.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado a Secretaria de Estado da Agricultura, os municípios onde o plantio está mais atrasado são Ubiratã, Campina da Lagoa, e Goioerê, onde historicamente se planta mais cedo. Nestas regiões a semeadura está há praticamente duas semanas atrasada.

De acordo com o economista do Deral, Anderson Roberto dos Santos, alguns produtores até arriscaram plantar antes da chegada da chuva, porém terão que refazer o plantio porque a semente não germinou. Está extremamente seco, não tem como plantar, está tudo parado, afirmou. Ele disse que pelo menos 15% da área com soja já era para estar plantada se as condições climáticas estivessem favoráveis.

Conforme Santos, a preocupação de alguns produtores é que muitas sementes e material genético são apropriados para semear no início de setembro. Além disso, o atraso no plantio da soja nesta época vai contribuir também para o atraso do milho safrinha em janeiro. Também, a área com milho desta safra já era para estar toda plantada se não fosse a seca.

Para se ter ideia, de acordo com o Instituto Simepar, a última chuva registrada na região ocorreu entre os dias 19 e 20 de agosto, respectivamente 32 e 4,4 milímetros, ou seja, há mais de um mês. Conforme as previsões, só deve chover na região no próximo dia 2 outubro, quando está previsto 51 milímetros de chuva. Para iniciar o plantio é necessário uma chuva significativa, acima dos 50 milímetros, explicou Santos.

Área com soja

A safra 2017/2018 da soja na região da Comcam terá um aumento de 1,49% em relação a 2016, segundo o Deral. Conforme levantamento do órgão, os produtores vão plantar nesta safra 680 mil hectares contra 670 mil em 2016. Em condições normais de clima, a produção poderá chegar 2,3 milhões de toneladas. A tendência de aumento no plantio da cultura é justificada pelas condições favoráveis de comercialização.