Mãe procura filho trocado em hospital da região há 32 anos

Uma troca de bebês ocorrida há 32 anos em uma maternidade de Roncador veio à tona nesta semana. A mãe Livercina Lins Sanzovo, 49 anos, atualmente residente na cidade de Juína (Mato Grosso), veio a Roncador para tentar descobrir o paradeiro de seu filho biológico. Apesar de intrigada com as diferenças físicas que o bebê trocado na maternidade apresentava, ela o criou com todo carinho e amor materno.

Apenas há quatro anos, depois que o próprio rapaz já não tinha dúvidas de que havia sido trocado na hora do nascimento, é que Livercina e seu esposo fizeram o primeiro DNA. Segundo ela, o exame confirmou que Reginaldo Aparecido Sanzovo não era seu filho biológico. Ainda sem querer acreditar no documento, ela fez outros três exames de DNA, e todos apresentaram o mesmo resultado. A gente percebia que ele era bem mais moreno que o restante da família e até as pessoas conhecidas passaram a comentar. Ele mesmo passou a desejar muito conhecer algum familiar, uma irmã que fosse para descobrir o que aconteceu. Fizemos quatro exames de DNA, em Goiânia, Belo Horizonte (dois) e em Campo Grande e todos apontaram que ele não era meu filho biológico, contou Livercina.

Disposta a descobrir o que aconteceu naquele 16 dezembro de 1985, na então maternidade do hospital São Luiz de Roncador, ela retornou à cidade, no inicio da semana onde reside seu pai e irmãos. Livercina foi à Rádio Princesa e contou todo o seu drama para tentar chegar a alguém que possa conhecer ou ter informação sobre seu verdadeiro filho. Tudo o que quero é encontrar meu filho biológico e saber o que aconteceu. Não quero tomar o filho de ninguém, nem brigar, apenas unir as famílias, pois o Reginaldo foi criado com todo amor pela nossa família e é o nosso filho, mas ele também sofre muito com essa situação, lamenta ela.

Livercina revela que teve parto normal e que o filho que gerou em seu ventre nem chegou a conhecer. A criança que me apresentaram depois do nascimento já era o Reginaldo. Entendo que a troca já estava premeditada. Na época, Livercina tinha 17 anos e gerava o primeiro filho. A dor é muito grande porque mexe com toda a parte emocional. Até meu esposo passou muito tempo desconfiado, familiares também sem entender o que poderia ter acontecido. Se alguém tiver alguma informação, ou saber de alguma família que tem um filho nessa idade (32 anos) e que possa ter sido trocado no hospital que entre em contato conosco, implora ela. O telefone para contato é o (66) 99925-3957.